Quando penso em varizes e vasinhos, sempre lembro como esse é um assunto que mexe com muita gente, inclusive de maneiras que vão bem além do visual. Eu mesmo já escutei desabafos de amigos e pacientes sobre o quanto sentir dor e ter vergonha de mostrar as pernas afeta a autoestima, a liberdade de vestir uma roupa ou participar de momentos simples, como um dia de praia ou uma caminhada. Por trás de cada veia aparente, há histórias de desconforto, limitações e desejos de viver sem esse peso.
Incidência de varizes e vasinhos no Brasil
No Brasil, os números impressionam. Pesquisas nacionais mostram que mais de 38% dos adultos têm varizes, índice que sobe para cerca de 70% nos idosos. Se somarmos os microvasos e os chamados “vasinhos” (telangiectasias), essa taxa alcança até 70% dos adultos. Mulheres formam a maioria dos afetados, mas os homens também não estão isentos. Por trás dessa estatística, fico pensando no volume gigante de pessoas lidando com dor, cansaço, inchaço e autoestima prejudicada no país inteiro.
Varizes não afetam só a estética. Elas impactam a saúde física, emocional e a qualidade de vida.
Diferença entre vasinhos e varizes
Eu sempre gosto de explicar de modo claro: vasinhos são pequenos vasos avermelhados ou arroxeados logo sob a pele, enquanto varizes são veias dilatadas, tortuosas e mais grossas, que podem saltar ao toque. Vasinhos, ou telangiectasias, raramente doem, mas incomodam visualmente. Já varizes, além de visíveis, frequentemente causam dor, sensação de peso, coceira, câimbras e até inchaços.
A incidência é maior em mulheres. Isso ocorre principalmente devido a alterações hormonais, uso de anticoncepcionais, gestações e genética. Mas conheço muitos homens com sintomas semelhantes; neles, o diagnóstico costuma vir mais tarde, já que o impacto estético costuma ser menor.
Esses sintomas não escolhem idade, mas aparecem mais com o tempo e nas pessoas que passam muito tempo em pé ou sentadas, têm casos na família, obesidade, sedentarismo ou outros fatores de risco.
Impactos além da estética: sintomas físicos e emocionais
Costumo dizer que varizes e vasinhos vão muito além da estética. A dor, cansaço e inchaço impedem atividades do dia a dia, enquanto a vergonha pode afastar alguém de ambientes sociais e roupas desejadas. Alguns relatos me marcaram, como o de pacientes que evitam saias, shorts ou até piscina por não quererem mostrar as pernas.
Alguns dos sintomas mais comuns que observo são:
- Queimação ou dor ao final do dia
- Sensação de peso nas pernas
- Inchaço, principalmente nos tornozelos
- Cãibras à noite
- Coceira e escurecimento da pele
Com o tempo, sem tratamento, esses quadros podem evoluir e afetar ainda mais o bem-estar, até por predispor a complicações como inflamações, feridas ou tromboflebites.
Busca por tratamento: exemplos de políticas públicas
Recentemente, observei crescente procura pelo cuidado vascular em todo o país. Um exemplo marcante é o mutirão realizado pela Sesapi, no Piauí, que atendeu 10.599 pacientes e realizou mais de 8 mil cirurgias nos primeiros meses de 2025. Isso mostra como o tratamento de varizes e vasinhos é buscado não só em clínicas privadas, mas também como política de saúde pública.
Essas ações contribuem para diminuir listas de espera, trazer qualidade de vida para quem não teria acesso a opções de alto custo e despertar um olhar mais atento da sociedade sobre a saúde vascular.
O que é escleroterapia e para quem é indicada?
Eu sempre explico: escleroterapia é um procedimento não cirúrgico, realizado para fechar vasos sanguíneos doentes sem cortes, sem necessidade de internação e com recuperação muito rápida. O objetivo é aplicar substâncias específicas dentro do vaso danificado (vasinhos, microvarizes ou até varizes de pequeno a médio calibre), para provocar seu fechamento e posterior reabsorção pelo próprio organismo.
As indicações principais incluem:
- Vasinhos (telangiectasias), muito comuns em coxas e tornozelos
- Microvarizes, pequenas veias superficiais
- Varizes calibrosas, em casos selecionados e com método em espuma ou laser
Graças aos avanços tecnológicos e protocolos como a Técnica ATTA, até safenas e grandes varizes podem ser tratadas por métodos minimamente invasivos, evitando cortes e anestesia geral.
Principais técnicas de escleroterapia
Na minha experiência, é fundamental entender que a escolha da técnica depende do tipo e calibre do vaso, localização e características da pele. Atualmente, os métodos modernos mais usados são:
- Escleroterapia líquida: utiliza soluções como polidocanol ou glicose hipertônica, ideais para vasos finos e áreas de pele sensível.
- Escleroterapia em espuma: mistura de polidocanol com ar, permitindo preencher até microvarizes e varizes calibrosas, muito usada em programas públicos (SUS).
- Laser transdérmico: como o ND-YAG, indicado para vasos superficiais e áreas sensíveis; pode ser complementar, potencializando resultados estéticos e abordando vasos que não respondem à injeção.
Outro destaque recente é o endolaser, guiado por ultrassom e com realidade aumentada, que trouxe ainda mais precisão, conforto e segurança ao tratamento de varizes. A Técnica ATTA, que indico com confiança, reúne recursos exclusivos, protocolo próprio, resultados superiores e recuperação superágea para grandes varizes e safenas.

Como a escleroterapia é feita?
O procedimento é simples, direto e realizado no próprio consultório. Na maioria das vezes, não é preciso nenhum preparo especial além de evitar cremes, óleos ou bronzeadores nas pernas no dia da sessão. O paciente permanece acordado, sem anestesia geral e sem necessidade de internação.
Usando microagulhas ou aplicador de laser, a substância é injetada ou o feixe é disparado no vaso alvo. O desconforto é mínimo, comparável a uma picada de mosquito. O número de sessões varia, mas geralmente vão de uma até várias, conforme a quantidade de vasos a tratar e a resposta individual.
Cada sessão costuma durar entre 15 e 40 minutos, e o retorno às atividades normais pode ser quase imediato.
Cuidados antes e depois da escleroterapia
No meu acompanhamento pessoal e de colegas, oriento sempre os seguintes cuidados antes e depois:
- Não passar hidratantes, óleos ou protetores solares no dia da aplicação
- Levar meias de compressão, se forem recomendadas para seu caso
- Não tomar sol nas pernas por duas semanas (evita manchas)
- Evitar exercício físico intenso no mesmo dia
- Manter-se bem hidratado
- Observar possíveis equimoses ou manchas roxas, que desaparecem em até 30 dias
Os resultados mais visíveis surgem normalmente entre 2 a 3 meses, quando a maior parte dos vasos tratados já foi reabsorvida naturalmente.
Vantagens da escleroterapia minimamente invasiva
Na minha opinião, as maiores vantagens desse método são:
- Menor invasividade e trauma à pele e aos tecidos
- Recuperação rápida, sem afastamento do trabalho ou rotina
- Baixo risco e quase nenhum efeito colateral relevante
- Possibilidade de tratar várias áreas em etapas
- Melhora de sintomas (dor, peso, cansaço) e resgate da autoestima
- Mais liberdade para escolher roupas e atividades
A escleroterapia deu a muitos pacientes uma liberdade que já tinham esquecido como era.
Riscos, efeitos adversos e contraindicações
Apesar do perfil de segurança ser excelente, sempre converso sobre possíveis efeitos temporários:
- Hematomas e manchas roxas transitórias
- Dor ou ardência leve na aplicação
- Inflamação superficial (flebite leve)
- Pigmentação residual discreta que pode durar semanas
- Risco baixíssimo de trombose superficial ou alergia ao produto (raríssimo)
Entre contraindicações, destaco:
- Infecção ativa na região
- Alergia conhecida ao esclerosante
- Trombose venosa profunda
- Gravidez em alguns casos
- Doenças graves em avaliação médica
Nestes casos, a avaliação personalizada é indispensável para garantir segurança.
Tecnologia e modernização no tratamento: ultrassom, laser e técnica ATTA
Fico animado ao ver como o avanço tecnológico transformou o tratamento vascular. O ultrassom vascular permite mapear vasos invisíveis, identificar conexões profundas e planejar intervenções muito mais precisas.
O laser endovenoso revolucionou o tratamento de grandes varizes e safena, eliminando a necessidade de cortes e internação, com resultados estéticos superiores à cirurgia convencional. A Técnica ATTA é, na minha opinião, o método mais moderno, seguro e eficaz de tratar grandes varizes e veia safena, oferecendo retorno quase imediato, menor dor, recuperação mais ágil e acompanhamento contínuo.
Com equipamentos 3D e realidade aumentada, vasos que antes passavam despercebidos agora podem ser tratados com precisão, garantindo resultado mais natural.
Para quem quiser se aprofundar nas opções atuais, recomendo visitar o artigo tratamento de varizes: métodos modernos minimamente invasivos, que detalha as técnicas mais atuais.

Importância da avaliação personalizada
Como cada caso é diferente, sempre enfatizo: a escolha do método depende do tipo de vaso, localização, espessura da pele e objetivos individuais. Em geral:
- Vasinhos finos respondem melhor à escleroterapia líquida ou laser transdérmico
- Microvarizes e veias calibrosas têm melhor resultado com espuma
- Grandes varizes e safenas: endolaser ou Técnica ATTA
Se quiser um panorama completo das diferenças, sugiro o artigo vasinhos nas pernas: causas, sintomas e tratamentos, onde abordo as nuances de cada situação clínica.
Resultados esperados e orientações para manutenção
A boa notícia é que os principais sintomas costumam melhorar rapidamente, e a aparência das pernas evolui em até 3 meses após o início do tratamento.
Para manter o resultado e reduzir o risco de novos vasos, oriento:
- Praticar atividade física regular
- Controlar o peso corporal
- Hidratar-se adequadamente
- Usar meias de compressão, se houver indicação
Os cuidados de médio e longo prazo são decisivos para prolongar a saúde vascular.
Se quiser saber mais sobre sintomas, causas e tratamentos, recomendo a leitura do guia varizes: sintomas, causas e tratamentos modernos.
Custos da consulta e tratamento de varizes
Em minhas pesquisas pelo Brasil, constatei que uma consulta vascular completa, com avaliação detalhada e protocolo individual, costuma ter custo entre R$600 e R$1.500, variando pela região e pelo especialista.
O tratamento, incluindo escleroterapia ou laser, pode ser realizado no SUS em campanhas públicas, como o uso de espuma, de forma gratuita em mutirões. Já na rede privada, os valores variam conforme técnica, extensão da doença e quantidade de sessões. Quem quiser saber detalhes sobre valores médios e como é formado o preço, recomendo o artigo quanto custa tratar varizes com a técnica ATTA.
Na comparação, sempre noto que, em termos de custo-benefício e segurança, o laser endovenoso e especialmente a Técnica ATTA superam amplamente a cirurgia tradicional, inclusive pelo retorno rápido às atividades, baixo risco e resultados mais naturais.
Conclusão
Para mim, cuidar das pernas, dos vasos e da saúde vascular é um investimento direto na liberdade, autoestima e no conforto do dia a dia. Recuperar a confiança ao vestir o que quiser e viver sem dor ou incômodos é possível, seguro e cada vez mais acessível, especialmente quando se conta com equipes e tecnologia de ponta.
Ao buscar centros certificados como a rede Clínica ATTA, com médicos atualizados e recursos avançados, você garante uma abordagem individualizada, resultados superiores e suporte ao longo do tempo. Não adie o cuidado com você mesmo. Agende uma avaliação e descubra como devolver leveza, bem-estar e alegria ao seu caminhar. Conheça o projeto Varizes e Vasinhos, uma referência nacional em protocolo vascular moderno e seguro.
Perguntas frequentes
O que são varizes e vasinhos?
Varizes são veias dilatadas, tortuosas e visíveis nas pernas, geralmente de cor azulada ou esverdeada, enquanto vasinhos (telangiectasias) são pequenos vasos superficiais avermelhados ou roxos, como linhas finas logo sob a pele. Ambos podem causar incômodos estéticos e sintomas físicos, sendo mais comuns em mulheres, mas também afetam homens.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sintomas mais relatados incluem dor, sensação de peso, cansaço, inchaço, ardência, câimbras noturnas e, nos casos mais avançados, manchas e coceira. Esses sinais tendem a piorar no final do dia e melhoram ao repousar ou elevar as pernas.
Como tratar varizes sem cirurgia?
Segundo minha experiência, os principais métodos minimamente invasivos são escleroterapia (líquida, espuma ou laser), endolaser, e protocolos avançados como a Técnica ATTA. Eles permitem tratar vasos doentes sem cortes, sem internação, com retorno rápido e aparência mais natural. Para saber mais, acesse o artigo escleroterapia: tratamento minimamente invasivo para vasinhos e varizes.
Quanto custa o tratamento de varizes?
No setor privado, a consulta vascular varia de R$600 a R$1.500 e o tratamento depende da técnica, número de sessões e extensão das veias. Quem busca o serviço público pode encontrar campanhas de escleroterapia em espuma gratuitamente em algumas regiões. Para um panorama dos custos e opções, sugiro ler quanto custa tratar varizes com a técnica ATTA.
Varizes podem causar complicações graves?
Apesar da maioria dos casos ser controlada de modo ambulatorial, varizes não tratadas podem evoluir para quadros mais graves, como tromboflebite, úlceras venosas (feridas), infecções ou trombose venosa. Por isso, recomendo sempre avaliação com profissional qualificado para evitar riscos e melhorar a qualidade de vida.
